Apesar de se classificar como um canal especializado em dramas, a TNT se encaminha muito mais pro lado da comédia.
É o que mostra a novata Franklin & Bash, uma procedural que foge do estigma sério e fechado, e até um pouco obscuro presente nas demais séries sobre escritórios de advogados.
A história em si, os casos trabalhados nesse episódios, foram meio fracos, servindo de base mesmo para uma apresentação do elenco e da grande trama por trás da temporada. Logo nas primeiras cenas, somos apresentados aos personagens principais que dão nome à série, bem como à relação de amizade deles. Algo bem masculino, com aquela brincadeira de 'e se você pegasse tal famosa'.
Mais adiante somos apresentados ao resto da equipe em seu local de trabalho, a casa de um dos amigos, apelidada de ‘a caverna’. Píndaro [ sério, que nome é esse?] um nerd com agorafobia que assistia Sailor Moon e morre de medo de pássaros, e Carmem, uma ex presidiária bonitona que o Franklin ainda não tentou conquistar. Ou tentou e ainda vão mostrar isso mais pra frente.
Os dois amigos são opostos e, talvez por isso mesmo, se completam. Peter Bash é o lado um pouco mais sério e focado dos dois, até mesmo mais racional. Pra não falar em romântico, com todas as tomadas muito boas, aliás, dele tocando violão e cantando ‘I’m not in love’ quando lembra da ex-mulher, que ele ainda tem esperanças de reconquistar. Já o parceiro Jared Franklin é o boca-suja metido a engraçadinho e garanhão que não liga muito para nada e não parece ter muitos escrúpulos para ganhar um caso, o que ele mostrou mandando a testemunha tirar a roupa enquanto dava o depoimento.
A forma como os personagens e elementos foram apresentados ao público foi feito de forma despretensiosa, como o grande advogado fodão Stanton Infeld, dono de uma empresa mega famosa de advogados, que nos é apresentado como um senhor despojado de cabelos brancos que aparentemente não tem nenhuma instrução sobre tribunais, a ponto de ir a um deles usando moletom. E Franklin não deixa passar a oportunidade de fazer uma piadinha com ele.
E qual não é a surpresa que após isso o mesmo Stanton chama os dois e decide contratá-los, aceitando todas as condições impostas pelos dois amigos. Nessa parte foi apresentada ao público mais alguma informação, como o fato de que Franklin é o filho de um renomado advogado que se recusou a trabalhar com o pai.
Eu fiquei o episódio inteiro achando que a qualquer minuto o Franklin ia ser demitido, jogado porta a fora, arremessado contra algum móvel, mas não. Aparentemente Stanton é um chefe bem flexível e permitiu todas as extravagâncias do novato. Um pouco apelativo, coisa que nunca veríamos acontecendo de verdade, mas da para ser relevado levando-se em consideração o próprio personagem de Stanton.
A temática “parente-braço-direito-que-te-trai-pelas-costas-pra-o-mocinho-descobrir-e-salvar-o-dia” não é nova e ficou meio clichê. Mas o parente em questão não ter sido demitido, não foi. Talvez mantenham o personagem para um futuro conflito? Não sei dizer.
Para um séries premiere o episódio foi bem focado, abordou todos os pontos de forma fluida e ficou fácil assimilar os personagens e já ter uma noção bem clara de quem eles são, o que nos faz gostar deles. Ou não. O final foi bem trabalhado, lidando com o lado amigável dos dois. Não consigo me lembrar de nenhuma referência vendo essa série, mas o lado da amizade dos protagonistas é um pouco parecido com uma dupla de Tenentes de outra série da mesma emissora: Flynn e Provenza, de The Closer, Foi boa a escolha de trilha sonora e elenco, os atores interagiram bem e teve alguns ganchos para serem explorados nos próximos episódios, como a doce assistente Carmem, que apesar de ter dito que é ex presidiária ainda não apresentou o motivo de sua prisão. Não é uma série com muita ação, mas com certeza rende boas risadas. Inclusive pelas ótimas atuações de Kumail Nanjiani e do magnífico Malcolm McDowell. Franklin & Bash promete agradar ao público que gosta desse ramo de negócios... ér... séries, e de uma maneira leve e descontraída.


09:53
Dani Fernandes

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